COMEÇANDO A NOVELA:
Era uma noite tépida de abril e, seria monótona não fosse pela figura marcante daquela senhora na platéia a qual chamou minha atenção com apenas um meio sorriso e um olhar extremamente profundo. Seu nome era Sophia, como viria a saber naquela mesma noite
~~~Luh~~~
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
POA - anos 50
Não consigo postar as fotos, mas procurem no google: Porto Alegre anos 50 e acessem o segundo link, ali há várias fotos, inclusive do cassino farroupilha, onde podemos ambientar a boate.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ao fazermos o teste do site http://tutorpedagogicoprofrc.blogspot.com/2009/01/imigrantes-digitais-x-nativos-digitais.html, constatamos que somos "meio a meio", pois não nos identificamos inteiramente com nehuma das proposições. Citamos como exemplo o fato de não apreciarmos a leitura de textos extensos no computador preferindo os bons e velhos livros de papel, ou também novos conhecimentos procuramos as informações tanto online quanto offline (livros, jornais, etc).
Luana e Marta
Luana e Marta
terça-feira, 24 de março de 2009
Recuo Nostágilco - Felippe D'Oliveira
As imagens recalcadas,
- as Belas-Adormecidas -
despertam por si mesmas
e irisam o consciente
que é um vestido de Loi Fuller dançando.
O pano branco pintado por todas
as tintas da lembrança
suprime o tempo, anula o espaço:
o céu antigo é presente
a terra distante renasce e cresce
à boca de túnel para onde corre
vertiginosa a recordação.
Volto a querência.
Dentro do sonho acordado,
O chão dispara ondulos,
arrastando na vaga verde da coxilha,
como grandes algas acolmeiadas,
as ilhas mais verdes dos capões redondos.
Na crista da onda maior,
à sombra da figueira brava,
ao lado mangueira grande,
a casa velha da estância
abre o sorriso das dez janelas.
E em torno é mundo,
o mundo imenso que acaba longe,
por trás da serra quase já quase céu de tão azul,
o mundo enfeitado de vidrilhos suspensos
nos treme-tremes dos potreiros;
enfeitado de sangas com olhos-d'água
refrescando as folhas grossas dos inhames
entre barrancas de avencas e de musgos;
enfeitado de pomares agrestes onde o sol
se condensa na casca amarela do bacuparis,
dos ariticuns, das guabirovas e das vergamotas;
enfeitados de jardins que ninguém plantou
e que sep erfumam a espinilho,
a jasmim-manga, a flor de trevo;
enfeitado com o vulto do umbu solitário,
insígnia de hospitalidade e proteção,
casa sem muro dos fatigados,
árvore das árvores, rica de fronde, fecunda em abrigo.
Em torno é esse, mundo. E sobre ele,
enchendo o céu alto com suas formas sonoras,
todos os ecos que afirmam a vida de força e anseio:
a cadência das falas, musicando a língua
com entonações novas, mais lentas, mais claras;
o estridor dos ferros belicosos, em façanhas
heróicas de reencontro e entreveros que
puxaram a ponta da pátria até a ponta do pampa;
o tropel das patas das cavalhadas soltas;
o entrechoque dos cornos, os mugidos roucos,
a algazarra da faina rude, nos rodeios;
o silvar das boleadeiras, nos tiros certos;
o zunido dos laços,nos pealos de cucharra;
o tinir de chilenas arrastadas;
o tilintar das pratarias dos aperos;
o rascar dos arados e das charruas;
o rinchar das carretas transbordando
a fartura das safras;
a exclamação alarmada dos quero-queros;
o grito perdido do tajá, vincando
a madre-pérola da tarde;
o ruflar das codornas estirando voos horizontais;
o compasso das polcas nos fandangos;
o vozerio da peonada nos galpões, contando
causos à luz das brasas
e mais longo, na respiração verde dos pastos,
o gemido das gaitas que as vozes agravam
com o queixume das chimarritas e dos boi-barroso...
Recordação,
vela que acendo ao Negrinho do Pastoreio
e que me dá de novo o meu pago perdido
- as Belas-Adormecidas -
despertam por si mesmas
e irisam o consciente
que é um vestido de Loi Fuller dançando.
O pano branco pintado por todas
as tintas da lembrança
suprime o tempo, anula o espaço:
o céu antigo é presente
a terra distante renasce e cresce
à boca de túnel para onde corre
vertiginosa a recordação.
Volto a querência.
Dentro do sonho acordado,
O chão dispara ondulos,
arrastando na vaga verde da coxilha,
como grandes algas acolmeiadas,
as ilhas mais verdes dos capões redondos.
Na crista da onda maior,
à sombra da figueira brava,
ao lado mangueira grande,
a casa velha da estância
abre o sorriso das dez janelas.
E em torno é mundo,
o mundo imenso que acaba longe,
por trás da serra quase já quase céu de tão azul,
o mundo enfeitado de vidrilhos suspensos
nos treme-tremes dos potreiros;
enfeitado de sangas com olhos-d'água
refrescando as folhas grossas dos inhames
entre barrancas de avencas e de musgos;
enfeitado de pomares agrestes onde o sol
se condensa na casca amarela do bacuparis,
dos ariticuns, das guabirovas e das vergamotas;
enfeitados de jardins que ninguém plantou
e que sep erfumam a espinilho,
a jasmim-manga, a flor de trevo;
enfeitado com o vulto do umbu solitário,
insígnia de hospitalidade e proteção,
casa sem muro dos fatigados,
árvore das árvores, rica de fronde, fecunda em abrigo.
Em torno é esse, mundo. E sobre ele,
enchendo o céu alto com suas formas sonoras,
todos os ecos que afirmam a vida de força e anseio:
a cadência das falas, musicando a língua
com entonações novas, mais lentas, mais claras;
o estridor dos ferros belicosos, em façanhas
heróicas de reencontro e entreveros que
puxaram a ponta da pátria até a ponta do pampa;
o tropel das patas das cavalhadas soltas;
o entrechoque dos cornos, os mugidos roucos,
a algazarra da faina rude, nos rodeios;
o silvar das boleadeiras, nos tiros certos;
o zunido dos laços,nos pealos de cucharra;
o tinir de chilenas arrastadas;
o tilintar das pratarias dos aperos;
o rascar dos arados e das charruas;
o rinchar das carretas transbordando
a fartura das safras;
a exclamação alarmada dos quero-queros;
o grito perdido do tajá, vincando
a madre-pérola da tarde;
o ruflar das codornas estirando voos horizontais;
o compasso das polcas nos fandangos;
o vozerio da peonada nos galpões, contando
causos à luz das brasas
e mais longo, na respiração verde dos pastos,
o gemido das gaitas que as vozes agravam
com o queixume das chimarritas e dos boi-barroso...
Recordação,
vela que acendo ao Negrinho do Pastoreio
e que me dá de novo o meu pago perdido
domingo, 8 de março de 2009
Objetivo
Este blog foi criado única e exclusivamente para uma cadeira da faculdade, por isso aqui estarão postados assuntos voltados a área da educação e também texto literários e muita,muita poesia. Então a quem aqui passar seja bem-vindo e fique a vontade para colaborar, comentar e reclamações também serão aceitas...
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